"Deixar ir" com consciência

Antes de falar como podemos liberar o passado com consciência é preciso dar-se conta de quais são os sinais estão nos prendendo a este passado.


O QUE ACONTECE QUANDO NÃO DEIXAMOS IR?

Quando ficamos apegados à realidade…


É como se a gente andasse em círculos, caminhamos e voltamos sempre para o mesmo lugar. Sabe aquelas situações que se repetem na nossa vida?


  • Você sai de um relacionamento e entra em outro igualzinho, com os mesmos comportamentos.


  • Muda de emprego porque se sentia cansada e não reconhecida, e o mesmo acontece no novo emprego.


  • Fala que vai parar de comer doces, mas logo está devorando um caixa de biz.



Isso acontece porque a vida é má com a gente? Nãaaooo…



A vida é maravilhosa e está nos dando uma oportunidade pra gente enxergar que precisamos aprender algo com essa situação, acolher isso em nós para depois deixar ir.


Só quando a experiência está integrada, é que ela não precisa mais existir.


Sabe aquele brinquedo de bebê que tem formas vazadas e o bebê fica tentando colocar o quadrado no lugar do círculo mas não entra, ou a estrela no lugar do triângulo… ele vai tentando várias vezes, algumas dá certo, outras não.


Depois de muitas tentativas e alguns meses, a brincadeira fica tão fácil, ele acerta todos e o brinquedo perde a graça. Ele passa a explorar novos desafios.


É isso que eu quero dizer quando falo que a experiência está integrada, é como se cada célula do nosso corpo já tivesse aprendido a lição.


Aí é só se jogar pra próxima!


O que acontece também é que nos apegamos às pessoas ou às situações como se fossem muletas que justificam a nossa falha no presente.


Já ouviu isso…?


  • “Eu sou assim porque meus pais não cuidaram de mim do jeito que deveria ser”

  • “Não consigo viver um relacionamento saudável porque sofri uma desilusão”

  • “Todos riam de mim na escola por isso não gosto de me expor”


Ou já ouviu algo parecido?



Sim, estas situações do passado mexem com a gente, mas quando nos apegamos a elas como justificativas para nosso momento atual, ainda estamos presos.


Como seria aprender com o que foi para ir pra frente e dar novos passos?


Tomar consciência disso é essencial!



Experimente se questionar:


  • O que se repete na minha vida??

  • Aonde estou me prendendo?

  • Quais justificativas estou dando pra mim mesma?


Ao se perguntar, experimente anotar em caderno para tomar ainda mais consciência do que se passa no mundo interior.



Agora que já percebemos onde nos prendemos e a importância de liberar estas situações do passado é o momento de reconhecer quais passos podemos dar para realmente "deixar ir" o que não faz mais sentido.



Nesse vídeo eu falo mais sobre isso:




Três passos para conseguir "deixar ir"

Primeiro: Reconhecer… reconhercer a realidade, na analogia do Caminhonda Serpente, é a casca, aquilo que a gente vê por fora.


  • O que me incomoda?

  • O que já não preciso mais?

  • Qual padrão que estou repetindo há muito tempo e agora estou euro dar o passo de fazer diferente?


Pode ser que seja a desorganização, as cobranças exageradas, a irritação com um colega ou companheiro, mágoas do passado…


Tomar consciência da realidade que incomoda é suuuper importante!


Para ficar ainda mais claro é bom anotar em uma folha de papel ou caderno, assim você manda uma informação sinestésica para o cérebro e outra visual, facilitando o processo.


Num segundo momento: Ver o que está por trás desta realidade, seria a Víscera da Serpente.


  • O que a desorganização está me mostrando?

  • O que me irrita na outra pessoa?!

  • Será que eu tenho em mim esta característica também?

  • O que me faz ficar presa a estas mágoas?

  • Quais partes de mim querem continuar apegadas?


Nesse momento é bem importante que a cabeça não intervenha...que você deixe fluir tudo que vier à mente.


Vai anotando no papel.



Pode ser que surjam imagens mentais, confie que elas vão te dizer alguma coisa.

Mas a pergunta acontece sem ter pretensão de uma resposta.


Por exemplo: por trás da desorganizada podem ter falas: “eu sou assim mesmo”, nunca vou conseguir ser organizada”, “é muito difícil manter as coisas em ordem”....


Percebe?? São falas que estão por trás da desorganizada.


Se eu vejo só a desorganizada, não consigo acolher isso que estava por trás.


Ou se eu me irrito com a pessoa que fala alto, podem ter por trás: “quem ele pensa que é”, “que ridículo”, “falar alto incomoda as pessoas”, “ele não deveria agir assim”...


Observe são falas internas que estão associadas ao que incomoda.


Veja se você consegue fazer aí!


No terceiro passo chegamos no coração da serpente, onde acolher todas estas partes nossas, dizendo um Sim para a realidade e para nossas partezinhas que antes estavam escondidas.


Acolhendo tudo no coração, o deixar ir acontece com fluidez.


Não como algo que eu jogo “fora”, considerado um lixo, mas sim como um presente que recebi, usei e agora não serve mais.


O deixar ir é um integrar no corpo, como quando a gente aprende a andar de carro, no começo vc precisa pensar pra pisar na embreagem e engatar a marcha, depois não precisa pensar nesse passo a passo.


É o como cair da folha de uma árvore, ela não é arrancada, ela vai descendo aos poucos, e descansa no chão. O deixar ir é assim.


Quando tomamos consciência e damos um sim no coração criamos um tempo e espaço para que aquilo que antes incomodava possa ir assentando no chão, no nosso chão!

Na nossa base, nosso corpo.


O mesmo acontece quando tomamos consciência da irritação, e acolhemos estas partes, daqui a pouco elas não precisam mais existir...pode que a irritação nem apareça mais.


Então, podemos começar agora a reconhecer para abrir o coração e deixar ir como algo que descansa, não como algo que é jogado fora.



Tudo que eu falei são teorias que podem te ajudar a ampliar a consciência e por si só já gerem uma transformação.


Na prática pode ser que tenha alguma questão mais "engasgada" que você precise olhar com profundidade, neste caso eu recomendo buscar uma ajuda terapeutica para conseguir liberar esta situação.


Pode ser ainda que esta situação vá sendo liberada aos poucos, de camada em camada.


Todo o processo é bem vindo!!


Para te apoiar na prática gravei um vídeo para colocar a mão na massa! Vem fazer essa vivência comigo:



Quanto mais a gente libera o passado, mais inteiros nos sentimos no presente!



Me conta aqui ou nas redes sociais se faz sentido isso para você, e como foi sua experiência ou se tem outra forma de olhar!



Para ilustrar um pouco mais, vou contar sobre...


AS MUDANÇAS NA MINHA VIDA...

Mudei de cidade algumas vezes e cada vez agi de um jeito diferente, veja se você se identifica.


APEGADA AO VELHO…


Quando mudei para Londrina-PR aos 18 anos, saí de casa para fazer faculdade, mas todos os meus amigos ficaram em São José do Rio Pardo-SP para fazer cursinho.


Então eu fui, mas uma parte de mim estava totalmente apegada ao passado. Voltava a cada 15 dias, mesmo tendo que ficar 8 horas num ônibus mais uma hora e meia de carro.


Minha manicure, minha depiladora, minha loja preferida estavam todas no interior de SP.


De alguma maneira foi como se eu fechasse para viver a experiência na nova cidade.

Mas isso passou, as amizades cresceram na faculdade, e comecei a ver a beleza daquela cidade que hoje amo de todo meu coração.


Ao terminar a residência era hora de mudar de novo, mas decidi que desta vez seria diferente, que eu não iria ficar apegada ao passado… só que pra isso acontecer eu coloquei Londrina numa caixa preta.


Hoje reconheço que foi para não sentir a dor da separação, da cidade e dos amigos que tive esta atitude. foi como se fechasse as cortinas de uma só vez.


NEGANDO O PASSADO…


Confesso que foi mais fácil, logo fiz amizades em Florianópolis, cresci como profissional rapidamente, me encantei com a ilha, sua natureza e suas magias (não que seja muito difícil se apaixonar por esta cidade, mas tudo bem!).


Só que eu tinha “cortado” uma parte da minha história.


Na terceira mudança eu pensei que já tinha vivido os dois extremos e que agora poderia buscar um equilíbrio, abrindo espaço ao novo, sem negar o velho.


EQUILÍBRIO ENTRE O “VELHO E O NOVO”...


Mudei para São José do Rio Pardo, mas continuei trabalhando em Florianópolis durante um ano, então pude manter as relações em Santa Catarina e ao mesmo tempo viver novas experiências em Sâo Paulo.


Na quarta mudança, quando eu voltei para Florianópolis, percebi que eu tinha que desapegar do que eu tinha vivido aqui antes. Como se eu quisesse fazer tudo igual, mas eu era uma nova Laís, as pessoas eram diferentes, então foi um movimento de SOLTAR AS EXPECTATIVAS e me abrir ao novo com curiosidade.


Foi interessante porque acabei fazendo novas amizades incríveis, e vivendo novas experiências!


E VOCÊ??

Com qual destas mudanças você se identifica?


1- Apego ao velho

2- Negar o passado

3- Equilíbrio entre o Velho e o Novo

4- Soltar as expectativas


Conta aqui nos comentários!



Ah, pode ser que você tenha vivido de maneira diferente a mudança na sua vida…

pode ser que não tenha mudado de cidade, mas mudou de emprego, de círculos de amizades… enfim, tudo é válido.



Crescemos junt@s!


Com amor,


Laís